terça-feira, 1 de novembro de 2011

Switches

Para falar de switches, temos que falar o que é hub. Fisicamente, hubs e switches são parecidos, mas eles funcionam de forma bem diferente. De um lado temos os hubs, equipamentos simples, com baixo desempenho e segurança. Do outro os switches, com toda a inteligência embutida.
Hubs são dispositivos de camada 1 (física) no modelo OSI, e funcionam como repetidores de sinal elétrico. Quando um pulso chega em uma das portas do hub, ele sempre retransmite este pulso para todas as outras portas, criando um único domínio de colisão.
              Desta forma, quando uma estação transmite, todas as outras recebem o dado transmitido. Como toda banda é ocupada quando um host transmite, apenas um host pode transmitir por vez
Por funcionar desta forma os hubs tornam a rede lenta e insegura.
Switches, também conhecidos como comutadores, é um hardware fundamental para as redes, pois podemos dizer que é o switch é o coração de uma rede. Há vários modelos de switch, gerenciáveis, não gerenciáveis, 8 /12/16/24/48 portas. Topologia em que trabalha é a estrela.
É um hardware que trabalha na camada 2 – ENLACE - do modelo OSI, ou na camada 1 - Acesso a rede no modelo TCP/IP, sendo assim ele não lê IP e sim Mac Address.
 
             Em relação ao HUB, o switch além de eliminar a colisão entre as suas portas, aumenta o número de domínios de colisão que é equivalente ao número de portas que ele possui.
             O switch faz uma comutação virtual entre as máquinas origem e destino, isolando as demais portas desse processo, desse modo a comunicação ocorre em modo full-duplex.
             A maior vantagem do switch é que a competição entre as máquinas conectadas as suas portas é eliminada definitivamente. Assim um switch comuta através de um único domínio de broadcast.

Como funciona o switch?

        Ele possui uma tabela de encaminhamento chamada tabela CAM.Nessa tabela está especificado a associação das máquinas as portas do switch. Quando o switch precisa encaminhar um quadro e não há em sua tabela qualquer informação referente em qual porta está a máquina destino, ele encaminha o quadro para todas as portas, exceto para a porta que originou o frame. Depois que a máquina responde e ele consequentemente aprende em qual porta ela está conectada, ele passa a se comunicar diretamente com ela através daquela porta. 
        Para ser capaz de identificar o destino do frame, o switch realiza um processo de aprendizagem, constituído por: Learning, Flooding, Filtering, Forwarding e Aging.

Learning
Learning é o processo pelo qual o switch aprende o MAC Address dos dispositivos. Quando um switch é ligado sua tabela MAC (ou CAM table) está vazia. Cada frame que chega até o switch contém o MAC Address do host que originou o frame. Então o switch armazena este MAC na tabela CAM (Content Addressable Table) e associa a porta pela qual o frame chegou.

 Flooding
Quando o switch não tem uma entrada na CAM table para um endereço (MAC address) específico, ele então encaminha o frame para todas as portas, menos para porta que recebeu o frame. Este procedimento é conhecido com flooding.

Filtering
Após o switch aprender os MAC address e associá-los as respectivas portas, os benefícios do switch podem ser verificados através do Filtering (Filtro).
Quando dois dispositivos conhecidos tentam se comunicar através do switch, o frame do host de origem é encaminhado direta e unicamente para porta do host de destino.

Forwarding
Forwarding é o encaminhamento de um frame de um host conhecido (que está na CAM table) associado a uma porta para outro host conhecido localizado em uma porta do switch.

Aging
Além do MAC address e da porta associada a este MAC, o switch também armazena o tempo que determinado MAC foi aprendido (Learning). O Aging do aprendizado permite que o switch se adapte as mudanças de dispositivos (um host pode trocar de porta, ser removido ou ainda um novo equipamento pode ser adicionado na rede). Assim que um MAC é armazenado o switch inicia o aging timer, e cada vez que o switch encaminha ou filtra um frame de determinado dispositivo, o aging timer é reiniciado. Se em período de tempo o switch não verificar o envio de nenhum frame do dispositivo, o MAC é removido da CAM table.O Aging garante que apenas dispositivos ativos permaneçam na CAM table.

Métodos de encaminhamento

1.      Store and Forward – Armazena todo o quadro em buffer, verefica se existe erros, se estiver OK, envia o quadro; caso haja erro descarta o quadro. 

2.      Cut-Through – Tem maior velocidade / maior possibilidade de erro

3.      Fragment –Free – Checa os primeiros 64 bytes assegurando que o quadro tem pelo menos o tamanho mínimo antes de enviar.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

BIOS UEFI

Quem trabalha com computador ou navega na internet já há algum tempo, com certeza já ouviu falar na BIOS (acrônimo para Basic Input/Output System ou Sistema Básico de Entrada e Saída). Presente na vida do usuário desde o primeiro computador pessoal lançado pela IBM, a BIOS é um dos softwares mais importantes presentes em um PC.
O problema é que todos os componentes do computador (software ou hardware) evoluíram com o passar dos anos, exceto a BIOS. Salvo por algumas mudanças na parte da interface, há até pouco tempo, uma das partes principais da placa-mãe continuava com a mesma arquitetura de 3 décadas atrás.
Mas isso está para mudar. Recentemente, alguns fabricantes começaram a adotar uma arquitetura nova para a BIOS, conhecida como UEFI (Unified Extensible Firmware Interface). Se você não acha isso uma grande mudança, saiba que a nova BIOS pode trazer mais benefícios para o usuário do que ele pode imaginar.

O que a BIOS atual tem de errado?

Se a BIOS atual é tão ruim, por que ela ainda é usada? Calma, não é que o software seja inferior, mas ele já está ultrapassado. A arquitetura da BIOS foi modelada para o primeiro computador pessoal, há 30 anos. A computação e a tecnologia evoluíram muito desde então.
Para começar, a BIOS possui apenas 1024 KB de espaço de execução. Isso significa quase nada em um mundo em que terabytes de dados são transferidos simultaneamente na rede mundial de computadores. A BIOS também é responsável pela inicialização dos dispositivos.
Na época da criação desse importante software, o número de periféricos onboard não chegava à metade da quantidade de hoje. Ou seja, o processo de inicialização dos dispositivos é mais demorado devido à quantidade de periféricos e também ao espaço limitado que a BIOS tem para executar suas instruções.

Outro fator que merece atenção é a segurança. Na situação atual, a BIOS não oferece muita proteção ao sistema. É possível apenas inserir uma senha para que outros usuários não consigam acessar as configurações de baixo nível do PC, o que exige a instalação de um software “extra”.

E o que a BIOS UEFI tem para oferecer?

As melhorias que a nova arquitetura da BIOS pode oferecer para o usuário são grandes. Não só a interface se torna mais intuitiva como os recursos de segurança foram revistos e ajustados. Além disso, os novos sistemas operacionais já estão sendo projetados para maior integração com a BIOS UEFI, a exemplo do Windows 8.

Esteticamente mais agradável

A principal mudança da BIOS UEFI está na interface com o usuário. Além de menus mais didáticos e opções mais claras, será possível utilizar o mouse para acessar as opções desejadas. Chega de ficar decorando atalhos e utilizando as setas direcionais para ter acesso às funcionalidades.
Além disso, outras cores poderão ser aplicadas para tornar o menu esteticamente mais agradável e destacar melhor informações como temperatura da CPU e frequência do clock, por exemplo.
BIOS UEFI da ASUS (Fonte da imagem: Reprodução / YouTube)

Acesso a aplicativos

Outra inovação na nova arquitetura da BIOS é a possibilidade de acessar aplicativos que permitam navegar na internet, acessar emails e atualizar o software sem a necessidade de iniciar o sistema operacional. Dessa maneira fica mais fácil solucionar problemas no SO ou fazer uma varredura a procura de vírus no disco.

Maior integração pré-SO

Interagir com o sistema antes mesmo de sua inicialização não é exatamente uma novidade, porém a UEFI promete oferecer tal interatividade com uma aparência bem mais elegante e com maior flexibilidade para o usuário. A ideia é que, mais tarde, a arquitetura UEFI permita a utilização de várias ferramentas baseadas na web.

 Boot mais rápido

A utilização de discos SSD e de maior espaço de execução para BIOS permitirá que a inicialização dos dispositivos plugados à placa-mãe seja muito mais veloz do que a que ocorre hoje. Além disso, a atualização do software que dá o pontapé inicial no computador diminuirá consideravelmente as configurações manuais necessárias ao conectar um novo dispositivo à máquina.
Isso acontece porque o reconhecimento dos novos aparelhos poderá ser automático, uma vez que a BIOS contém as instruções para as placas e dispositivos mais atuais, como placas de vídeo e placas de som.
(Fonte da imagem: Reprodução/YouTube)

Windows 8

A tendência é que os novos sistemas sejam desenvolvidos pensando na BIOS UEFI, o que pode oferecer maior integração do SO com a arquitetura. Dessa forma, a inicialização de algumas funcionalidades do sistema pode ser mais rápida, ou mesmo facilitar o acesso a aplicativos e ferramentas instaladas no computador pela BIOS.
Um bom exemplo disso é o Windows 8. Em sua conferência BUILD, a Microsoft falou dos benefícios em rodar seu novo sistema operacional em um computador com arquitetura UEFI. Embora tenham surgido diversas especulações de que o SO não rodaria em PCs com placa-mãe que tivesse a BIOS “comum”, os testes feitos pelo Tecmundo ou pelos próprios usuários provou que tudo não passou de boatos.

Quase no mercado

Ainda não é possível comprar placas-mãe com a nova arquitetura de BIOS, porém diversos fabricantes já anunciaram o lançamento de componentes com a UEFI. É o caso da ASUS, que mostrou a série M5A99/97 na Computex 2011.

A MSI não ficou para trás e mostrou para o público a Z68A-GD80, placa-mãe que conta com toda a modernidade de uma BIOS UEFI e também com a tecnologia PCI Express 3.0. Nenhum dos fabricantes anunciou quando seus componentes estarão presentes no mercado, mas é certo que logo poderemos conferir de perto do que a nova arquitetura é capaz.
.....
Ao longo das três décadas, muitas deficiências da BIOS atual foram notadas. Por isso, as expectativas para a utilização da nova arquitetura são grandes, uma vez que ela veio com o intuito de transpor as principais barreiras atuais.
A atualização da BIOS pode fazer com que o usuário quase nem precise acessar as configurações pré-SO para que algum dispositivo seja reconhecido pela placa-mãe. E caso isso seja necessário, a nova interface deve tornar o uso da BIOS UEFI bem mais simples, mesmo para quem é leigo no assunto.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fundador da Apple morre aos 56 anos

Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.
Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/morre-steve-jobs-fundador-da-apple.html

domingo, 25 de setembro de 2011

IPv6

IPv6 é a versão mais atual do protocolo IP. Sua criação é fruto do esforço do IETF para criar a "nova geração do IP" (IPng: Internet Protocol next generation), cujas linhas mestras foram descritas por Scott Bradner e Allison Marken, em 1994, na RFC 1752.[1] Sua principal especificação encontra-se na RFC 2460.[2]
O protocolo está sendo implantado gradativamente na Internet e deve funcionar lado a lado com o IPv4, numa situação tecnicamente chamada de "pilha dupla" ou "dual stack", por algum tempo. A longo prazo, o IPv6 tem como objetivo substituir o IPv4, que só suporta cerca de 4 bilhões (4x109) de endereços IP, contra cerca de 3,4x1038 endereços do novo protocolo. A previsão atual para a exaustão de todos os endereços IPv4 livres para atribuição a operadores é de Julho de 2011,[3] o que significa que a implantação do IPv6 é inevitável num futuro bastante próximo.
O assunto é tão relevante que alguns governos têm apoiado essa implantação. O governo dos Estados Unidos, por exemplo, em 2005, determinou que todas as suas agências federais deveriam provar ser capazes de operar com o protocolo IPv6 até junho de 2008. Em julho de 2008, foi liberada uma nova revisão[4] das recomendações para adoção do IPv6 nas agências federais, estabelecendo a data de julho de 2010 para garantia do suporte ao IPv6. O governo brasileiro recomenda a adoção do protocolo no documento e-PING, dos Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico.

Curso IPv6 básico (apostila teórica - pdf)

Maiores informações acesse :  http://www.ipv6.br

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cisco planeja switch virtual para o Hyper-V

A Cisco, em colaboração com a Microsoft, está trabalhando para levar seu switch virtual para o Hyper-V em 2012 quando o Windows Server 8 for lançado.

O switch virtual Nexus 1000V da Cisco atualmente tem suporte para o VMware mas não para o Hyper-V no Windows Server 2008 R2. O suporte para o Hyper-V virá apenas com o lançamento do Windows Server 8, que trará novos recursos como a integração de módulos de terceiros.

Hoje, os usuários do Hyper-V podem usar um switch virtual incluso no hypervisor da Microsoft para se conectar aos switches físicos da Cisco e outros produtos da empresa, como o Unified Computing System.

Além disso, a Cisco também está adaptando sua tecnologia Virtual Machine Fabric Extender (VM-FEX) para que ela tenha suporte ao Windows Server 8. Com isso os administradores de TI terão a mesma interface e recursos de gerenciamento tanto para redes físicas como para redes virtualizadas. 


Fonte:http://www.baboo.com.br/conteudo/modelos/Cisco-planeja-switch-virtual-para-o-Hyper-V_a42873_z396.aspx

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Inicialização do Windows 8 : Mais rapido do que o SUPER HOMEM

     O segredo para tamanha velocidade está em seu novo sistema de desligamento, que funcionará de forma bem diferente do atual: No lugar do método que vemos hoje, o Windows 8 vai salvar parte dos dados do sistema como que no modo de hibernação, o que vai permitir que os dados sejam “resgatados” com maior velocidade. Os números apontam para carregamentos de 30 a 70% mais rápidos.
      Não é apenas isso que faz o novo sistema tão rápido, pois o novo inicializador vai depender dos processadores de vários núcleos para descomprimir e ler paralelamente diferentes partes do arquivo com os dados. Graças a isso, pessoas que costumam colocar seu computador para hibernar também poderão tirar proveito da novidade.
Mas a verdadeira vantagem vem para quem utiliza os SSDs no lugar dos HDs comuns. Gabe afirma que, embora o novo modo de inicialização vá beneficiar a todos os sistemas, o resultado é ainda mais incrível com o uso do primeiro citado.






Windows 8: Hyper-V 3.0

Bem, hoje vou falar um pouco sobre o novo Windows 8 que esta quase saindo do forno, uma ferramenta já conhecida no Windows Server 2008 será incorporada no no OS é o Hyper-V 3.0. Mas a grande novidade dessa versão é mesmo o novo formato de disco rígido, o VHDX. Diferente do seu antecessor, o VHD, o novo modelo permitirá a virtualização de até 16 TB de capacidade, oito vezes mais que a antiga. Tudo isso tem um preço: o processador e o Windows 8 em seu computador precisam ser de 64 bits, além de contar com mais de 4 GB de RAM.

Para quem quiser dar uma olhada na demostração do Hyper-V 3.0 a microsoft deu uma palinha para nos mortais....